terça-feira, 16 de abril de 2013

Helena Pina Vaz 
Habitat for Humanity Portugal


Março foi impiedoso nas chuvas. Em Braga, para quem se protegia confortavelmente em casa, as gotas de água limitavam-se a bater na janela, produzindo quase uma música que até nos agrada, por estarmos ali, no nosso lar, amparados. Mas para quem não tem uma casa habitável, as gostas de água fustigam tortuosamente aquele que tem de ser o seu lar.
Uma habitação capaz de nos dar as condições básicas de vida e o conforto de um lar é o objectivo de trabalho da Habitat for Humanity Portugal, presidida por Helena Pina Vaz. Esta bracarense está na direcção da filial portuguesa da Habitat for Humanity Internacional, sediada em Braga, no Campo da Vinha.



O escritório da Habitat, na pequena sala 8 do 2º andar do edifício que acolhe os armazéns Marques Soares, é simples e mobilado apenas com o indispensável. Para esta associação sem fins lucrativos, não faria sentido o luxo: basta-lhe condições para prosseguir o seu trabalho. No entanto, as condições começam a ser parcas, tal como explica Helena Pina Vaz: “muitas vezes não temos onde reunir com as nossas equipas de voluntários, porque a sala é pequena” e “temos dificuldade em armazenar algumas coisas, porque todos os espaços estão já aproveitados”.



Apesar desta contrariedade, a Habitat continua com persistência e determinação na construção ou reabilitação de habitações para famílias carenciadas. São os sorrisos destas famílias, quando recebem as suas casas, que movem a associação.
Helena Pina Vaz, que tem um percurso profissional associado ao ensino e à docência, sendo actualmente membro da direcção de uma escola inglesa em Braga, começou como voluntária nos programas de construção da Habitat.
Hoje, apesar de estar já na direcção da associação, continua a por “mãos-à-obra”, evidenciando como é importante passar da indignação à acção e como a organização e a entreajuda são fundamentais para tal.
A lógica de voluntariado é a base de todo o trabalho da Habitat Portugal, que segue as pisadas da Habitat Internacional. O conceito de Global Village da associação forma equipas de voluntários internacionais que, muitas vezes, são a única força de trabalho nas construções em Portugal.
Helena Pina Vaz também já se envolveu em diversas equipas voluntárias para a construção de habitações em países com graves dificuldades e condições de vida. Destas experiências no estrangeiro a presidente da Habitat recorda como “apenas quatro paredes de tijolo e um telhado básico são uma casa deslumbrante para quem não tem nada”.
Construindo de acordo com o contexto de cada sociedade, a Habitat tem o cuidado de não identificar a casa que edificou e inseri-la o melhor possível no meio envolvente. Ao dar a cada família uma habitação que responda às suas necessidades, a associação dá o primeiro passo na construção de uma nova vida.








segunda-feira, 15 de abril de 2013


SOMOS DE BRAGA


Somos De Braga e sempre o afirmamos, tal como a nossa paixão pela cidade, pelos seus segredos, pelas suas histórias e pelas suas pessoas.

Também afirmamos que haveríamos de continuar a valorizar e homenagear o que de mais especial existe por estas terras minhotas: os bracarenses.
Durante este tempo em que estivemos silenciosos no relato de histórias, conhecemos muitas pessoas! A verdade é que nunca desistimos deste projecto, nunca esquecemos quem nos rodeia e tem tanto para contar.

Estamos de volta para dar a conhecer tantas caras com que já se cruzou. Estamos de volta para aproximar os bracarenses e para que todos os portugueses possam conhecer um dos pontos que Braga tem de melhor: as características gentes De Braga!







terça-feira, 3 de julho de 2012



JOÃO MOTA 
O Estilista Bracarense

 “Fashion is not something that exists in dresses only. Fashion is in the sky, in the street, fashion has to do with ideas, the way we live, what is happening.” 

 Esta é a citação, da autoria de Coco Channel, que move o blogue do Estilista Bracarense.
Quem frequenta habitualmente o centro histórico da cidade já se terá cruzado com João Mota. Nas ruas da cidade, nos centros comerciais, nos cafés ou em qualquer outro local, o Estilista Bracarense transporta a sua máquina fotográfica na mão, caminha com um passo acertado e um olhar de quem avalia o que o rodeia. Não numa avaliação quantitativa ou qualitativa, mas num olhar simultaneamente atento e discreto, que procura captar todos os pormenores. O olhar de quem fotografa mentalmente.
João Mota não segue um critério específico quando fotografa alguém pelas ruas de Braga. Guiando-se pelo instinto, fotografa “miúdos e graúdos” que o cativam pela forma de estilo natural e estética intrigante, precisamente porque a moda não está apenas no vestuário.
Para o Estilista Bracarense, um blogue relacionado com a moda conjuga várias das suas paixões: a fotografia, a música, o cinema, a riqueza pictórica e emocional das imagens, as formas de expressão de cada um. A rua é o cenário perfeito para os seus modelos de eleição: pessoas carismáticas.
No final do dia, ao sentir-se satisfeito com um conjunto de fotografias, encontra “o motivo de mais um dia e de felicidade”. Na certeza de que pretende desenvolver o seu trabalho de dia para dia, especializando-se e aperfeiçoando-se na área da moda enquanto fotógrafo, João Mota ambiciona trabalhar com grandes publicações.
O blogue “O Estilista Bracarense” é o reflexo da sua dedicação e qualidade de trabalho, pelo que as pessoas se deixam facilmente fotografar e apreciam o projecto. O mais recente elogio foi feito pelo Portuguese Fashion Bloggers Awards que o nomeou, para o ano de 2011, na categoria de Best New Blog. “Fiquei mesmo muito feliz. É bom vermos o trabalho que fazemos com amor e esforço ser reconhecido.”
No entanto, a valorização do seu projecto não se limita aos portugueses. João Mota já teve oportunidade de responder a entrevistas de alunos londrinos de uma escola de moda, que apresentaram “O Estilista Bracarense” em aula.
Quando questionado sobre o sucesso do seu trabalho, responde-nos a nós, portugueses, e a todos que igual pergunta lhe coloquem, que o encara com muita alegria: “é positivo, estimulante e faz com que continue”.




João Mota, “O Estilista Bracarense” e Braga

O Estilista Bracarense, que se diz ligado às artes desde sempre, optou por seguir uma vida académica ligada a esta área, incidindo especialmente na fotografia.
Quando, pelas ruas da cidade que o viu nascer, regista uma imagem na sua câmara, João Mota sente-se concretizado. O público tem-se revelado “muito receptivo” a este tipo de trabalho o que, certamente, também se reflecte na lente que capta sorrisos, olhares tímidos, estilos de vida, traços de personalidade… “Braga precisa de movimento e eu já vejo algum, o que me agrada… Vejo a cidade mais sorridente, menos tímida, menos colada a preconceitos”.
Contudo, reconhece que a moda, que tão depressa surge como desaparece, não deve ser a única arte a conseguir a atenção dos bracarenses. É necessário “muito mais coisas a acontecerem”, algo que fascine, mas sem cair no esquecimento. Algo que se prolongue, que contrarie a efemeridade que se quer estabelecer nas vidas contemporâneas.
A fotografia que João Mota pratica numa “linda cidade, cheia de carisma, especialmente do ponto de vista fotográfico”, regista exactamente o que considera ir para além do efémero.

O Estilista Bracarense










Ana Sofia Dias
Adriana Correia

sábado, 30 de junho de 2012

"Pessoas De Braga"

O evento "Pessoas De Braga" aconteceu a 21 de Junho no café A Brasileira e contou com a presença de cerca de trinta convidados e três dos entrevistados para o blog: António Gonçalves, Amelinha Morais e José Barroso. O principal propósito deste evento, um serão intimista pleno de troca de experiências de vida, foi homenagear os bracarenses.
No final do "Pessoas De Braga" pretendemos que a mensagem de que os bracarenses são emblemáticos e especiais, são personalidades da cidade, do país e do mundo fosse clara. Homenagear os entrevistados (António Gonçalves, Família Ramos, José Manuel Mendes, Amelinha Morais, José Barroso, Felisbela Penha, Elsa Barreto), presentes e ausentes, foi, de facto, uma honra.
Uma semana depois do evento, queremos também deixar, mais uma vez, todos os devidos agradecimentos.
Agradecemos a disponibilidade de todos os entrevistados, a simpatia de todas as figuras bracarenses. Agradecemos a presença do Ricardo Silva, que tão depressa se prontificou a fazer parte deste evento. Agradecemos a todos aqueles que seguem o nosso blog e que acreditam no projecto. Agradecemos aos nossos parceiros e patrocinadores neste evento, Braga Capital Europeia da Juventude, café A Brasileira, o centro de cópias 17A, o Palcos Coutinho, a loja Só Prestígio, a loja Closed, a florista FlorTrofa e a Quinta do Palácio Rauliana. Agradecemos ao professor Paulo Salgado por todos os trabalhos propostos em aula e que nos fizeram compreender melhor a importância desta área, das Relações Públicas. E, no fundo, temos também de agradecer a nós mesmos, por tudo ter corrido pelo melhor e por construirmos uma verdadeira experiência de trabalho de grupo.


Fica ainda muito por contar, com a certeza de que os primeiros parágrafos da história das Pessoas De Braga continuarão a ser escritos no blog "De Braga". Aqui ficam algumas das sugestões de personalidades bracarenses ou locais de eleição, a explorar pelo blog, que pedimos que os presentes no evento anotassem:









O grupo: 
Adriana Correia 
Ana Sofia Dias 
Diogo Costa 
Liliana Moreira

terça-feira, 19 de junho de 2012

Evento "Pessoas De Braga"
21 de Junho, 21.30h, café A Brasileira


Parceiros e Patrocínios: Blog De Braga; Café A Brasileira; Braga Capital Europeia da Juventude; Centro de Cópias 17A; Loja Só Prestígio; Palcos Coutinho; Loja Closed; Universidade do Minho


Braga é uma cidade histórica, com uma cultura e características únicas. Entre tantos elementos que a distinguem, desde as suas paisagens, os seus monumentos e as suas tradições, estão as figuras bracarenses que se destacam nas mais variadas áreas.


Assim, pretendemos:
- Aproximar os bracarenses;
- Destacar um dos pontos que Braga tem de melhor: as suas pessoas;
- Homenagear figuras emblemáticas bracarenses.

Queremos cumprir os objectivos deste blog e levá-los mais além. Queremos continuar a conhecer os bracarenses. Queremos continuar a aproximar os bracarenses. Queremos homenagear os bracarenses!

Contamos com todos os bracarenses num evento que é para nós, que é De Braga!

O grupo: 
Adriana Correia 
Ana Sofia Dias 
Diogo Costa 
Liliana Moreira     

domingo, 10 de junho de 2012


Elsa Barreto
 
“Muitas vezes as pessoas nem percebiam aquilo que eu queria ser”

Foi numa manhã de terça-feira que Elsa Barreto nos recebeu, entre croquis e amostras de tecido, no seu atelier, em plena Rua 31 de Janeiro, no centro da cidade de Braga. A estilista natural da cidade rapidamente se entregou a uma conversa informal, onde recordou um pouco o seu percurso, nos falou sobre a sua vida e projetos para o futuro. 
Sonhando ainda em criança com a criação de moda, Elsa Barreto sempre teve de lidar com o desconhecimento em relação à profissão que tanto ambicionava. “Muitas vezes as pessoas nem percebiam aquilo que eu queria ser”. Apesar do estigma das outras pessoas, nunca desistiu do seu sonho, até que aos 14 anos descobre, ao ler um jornal, que iriam abrir no Porto escolas com cursos de estilismo, a oportunidade ideal para iniciar a sua carreira. “Fiquei muito, muito contente porque percebi que finalmente ia conseguir tirar aquele curso que eu tanto queria”. E assim começa a desenhar-se a carreira de uma promissora estilista…
Depois de terminar o curso na Academia de Moda do Porto, Elsa Barreto consegue, quase que de imediato, uma colocação numa empresa bracarense atualmente extinta. No início a jovem estilista dedicava-se à criação de uma linha de roupas para criança, homem e senhora. O facto de estar limitada na sua criatividade pelas linhas impostas pela empresa levou-a a criar a sua própria marca, algo que considera ser um processo natural para quem gosta daquilo que faz. “Isto foi um processo que foi crescendo dentro da minha cabeça, mas foi de um dia para o outro que eu me despedi.” Foi este rasgo de coragem que fez com que, em 1990, se criasse a marca ELSA BARRETO, bastante reconhecida no panorama da moda nacional.
Ciente das dificuldades que iria atravessar, “inclusive económicas”, nunca perdeu a determinação, pois “Quando temos a certeza que é realmente o que nos queremos, temos de lutar pelos nossos sonhos, sabendo que vamos ter muitas dificuldades à nossa frente, mas temos que ultrapassar”.
Inspirando-se na figura feminina, a estilista sempre criou não só com o intuito da comercialização, mas também para exprimir a sua veia criativa. O facto de se diferenciar, com peças que a faziam sentir bem consigo mesma, trouxeram à marca o reconhecimento desejado. O processo de construção da sua marca foi, pelas suas palavras, um processo demorado, mas onde tudo foi acontecendo naturalmente.
O reconhecimento e o crescente sucesso, para o qual afirma não ter tempo de pensar, não significa que se tenha desleixado na sua criação, pois “a todo o momento o meu trabalho está a ser julgado, as pessoas são cada vez mais exigentes”. É esta exigência por parte das suas clientes que a motiva a continuar a melhorar as suas criações e a manter o nível de satisfação em relação à sua marca. “E é bom, sentir que andamos aqui tantos anos e que afinal valeu a pena ou está a valer a pena”.






Quando questionada acerca dos projetos futuros, a nível profissional, Elsa Barreto confessa-nos ter em mente a criação de uma segunda linha, para a qual ainda não teve disponibilidade. O seu grande objetivo é fazer com que a marca se torne mais acessível e que possa ser vestida por qualquer pessoa. “Isso é um projeto que tem de ser feito, porque eu acho que está na altura de as pessoas vestirem Elsa Barreto no dia-a-dia”. Avança ainda que a internacionalização da marca é uma meta que pretende alcançar brevemente, mas que tem sido dificultada pelo complexo processo burocrático.
Instalada na sua cidade natal, Elsa Barreto define-a como uma “cidade muito estranha”, onde, ao invés do reconhecimento, sente apenas a inveja das pessoas. “Só sinto que as pessoas têm inveja, o que é muito mau”. No entanto, nunca pensou abandonar Braga, pois é aqui que estão as suas raízes e a sua estrutura familiar está concebida para a cidade de Braga.
A nível pessoal, destaca os seus filhos como o seu bem maior, “se eles estão bem eu estou bem”. É ainda a pensar neles que a estilista quebra muitas barreiras e segue em frente, de forma a lhes abrir o caminho para o futuro. “Os meus sonhos são a minha família e o meu trabalho. Não desejo bens materiais. Isso ajuda a viver, mas não é fundamental, não é para isso que eu trabalho, não é para aí que estão virados os meus sonhos”.
Elsa Barreto, uma jovem estilista bracarense, reconhecida por muitos. Simples na forma de ser e desejar. Uma mulher pragmática, igual a tantas outras, que almeja algo tão simples como a felicidade da sua família.

Liliana Moreira 
Diogo Morgado 

terça-feira, 5 de junho de 2012




A Senhora das Castanhas

“Venho para aqui por gosto...é o que me faz feliz!

Na Avenida Central de Braga, o mesmo Sol de que a Dona Felisbela se tenta proteger debaixo de toldes, chama a atenção para si e para a sua banca. A bijuteria reluz, numa sexta-feira ensolarada e de calor.
Com a boa disposição que tão bem a caracteriza, a vendedora confessa que gosta de partilharas histórias e ser reconhecida. Sem formalismos, a entrevista parece uma amena conversa entre pessoas que já se conhecem há muito tempo.
Assim é a Dona Felisbela, simpática e acolhedora com os seus 81 anos de pura vitalidade, que se reflectem na actividade profissional que ainda desempenha. A venda de castanhas no Inverno e de bijuterias nos restantes meses do ano ocupa-lhe a vida. Conhecida por todos como “A Senhora das Castanhas”, mantém vigorosamente o seu posto de venda na Avenida Central de Braga há 15 anos.
Na verdade, não se vê a fazer mais nada na vida: “é isto que me faz feliz”. Por essa razão, ainda que o negócio se tenha ressentido com a crise, Felisbela não hesita em afirmar que só abandonará o que faz quando falecer.
Mesmo quando está a chover, cenário normal no Inverno bracarense, a “senhora das castanhas” sai de casa em direcção ao seu posto de trabalho. Fá-lo puramente pelo gozo que lhe dá, pois não ganha muito com a actividade: “dá para o café e pouco mais”.
Desde os 27 anos que se dedica à “venda”, desde a fruta aos doces, das castanhas à bijuteria. Habituou-se desde cedo ao carinho das pessoas e já é algo de que não prescinde. As pessoas, a atenção e o reconhecimento que estas lhe dão são a sua força. Felisbela conta, com orgulho, que já tirou fotografias com Bárbara Guimarães e que as duas estiveram “a conversar um par de minutos”. E são muitos os que a interpelam para o mesmo. Apesar disto, ainda acalenta o desejo de ir à televisão para contar as suas histórias.
Os anos de trabalho na Avenida Central proporcionaram a Felisbela relações de amizade com os demais comerciantes da zona. Há dois aspectos importantes que destaca: a amizade e a camaradagem. “Eles guardam-me as coisas, são muito meus amigos”, conclui.
No alto posto que a idade lhe confere, a “senhora das castanhas” afirma que é muito respeitada por todos, especialmente pelos sem-abrigo, dizendo que nem permite que lhe “refutem cachimbo”, isto é, que lhe refilem.


 




“Tenho 11 filhos e 20 netos…Qual deles o mais lindo!”

A octogenária tem ainda uma rotina muito atarefada. A sua jornada de trabalho começa por volta das dez horas da manhã e só termina ao fim do dia. Diz-se disponível para o cliente durante todo este tempo e acrescenta que adora o contacto com os jovens, com quem gosta de conversar. Talvez por isso o seu espaço favorito na cidade, embora salientado que tudo é especial, seja o café A Brasileira: “é um ambiente bonito, gosto muito de estar na esplanada a observar as pessoas e a energia da juventude”.
Mãe de 11 filhos e avó de 20 netos, de quem fala com muito amor e orgulho, interrogando-se sobre “qual deles o mais lindo”, a comerciante diz que conta com o apoio de todos para prosseguir com o negócio. Embora se assuma como uma senhora autónoma, vive com uma das filhas e aceita a ajuda de outro dos seus filhos, Francisco, na actividade das vendas.
Felisbela exprime toda a sua vontade de viver. Quer experimentar “muitas coisas, novas vivências… novos sabores”, diz, entre gargalhadas, olhando a geladaria em frente. É este discurso enérgico, informal e divertido que caracteriza “A Senhora das Castanhas”, encantadora, trabalhadora e com uma fúria de se manter activa aos 81 anos.



Adriana Correia
Liliana Moreira